quarta-feira, 2 de maio de 2018


Série: Dampyr 213
Episódio: O Ano Novo Céltico
Textos: Nicola Venanzetti
Desenhos: Nicola Genzianella
Capa: Enea Riboldi
Letrista: Omar Tuis
Páginas: 96 
Editora: Bonelli, 12-2017 



O 2017 se fecha com uma outra interessante história de Dampyr, onde se apresenta as temáticas do período dedicado aos defuntos que, em todo o mundo, coincidem com o fim de outubro e início de novembro.

Esta aventura se passa na Bretanha onde, no vilarejo de Rochefaux, uma pequena comunidade de druidas, apesar do escárnio dos jovens, se celebra o culto do Samhain. Se queimam ofertas para os defuntos procurando, deste modo, aplacar o Ankou - a encarnação da morte - que há muitos séculos não aparece no mundo dos vivos para reclamar um corpo que lhe hospede. 
Infelizmente alguns misteriosos homíciodios, caracterizado pela rápida decomposição do corpo das vítimas, chamam a atenção da Mestre da noite Araxe, que decide pedir ajuda a Harlan para frear o Ankou que, libertando-se da secular prisão que lhe foi imposta, andará pelo vilarejo de Rochefaux regenerando-se rapidamente.
Uma paciente terminal do Dr. Armand Kergaz, amante de Araxe, se deixa enganar pelo Ankou para ter a possibilidade de curar-se e conduz o médico a uma armadilha, da qual poderá fugir somente com a ajuda da vampira e de seus aliados.

Não é a primeira vez que vemos Dampyr dar uma ajuda a um Mestre da noite, para eliminar uma coisa bem mais perigosa; um elemento que contribue para tornar interessante esta série de quadrinhos em que história, tradição e horror se fundem em aventuras de tirar o fôlego.

Nicola Venanzetti consegue propor uma história agradável, apesar dos númerosos saltos entre presente e passado que, em algumas passagens, interrompem a continuidade da trama, abrindo e fechando cenários interessantes.
O autor acrescentou um elemento que nos faz ficarmos preocupados com Kurjak... veremos nas próximas histórias do que se trata.

Nicola Genzianella é um grande desenhista de horror em quadrinhos, no desenhar monstros arrepiantes e, sobretudo, pela habilidade de invocar atmosferas escuras e inquietantes sem recorrer a muitos detalhes que, frequentemente, pensam o desenho e não garantem impacto sobre o leitor.



Crítica publicada originariamente no blog: www.ilcatafalco.blogspot.com

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